Atividade física e comportamento sedentário de mães de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista: estudo transversal

Explorar os comportamentos modificáveis que possam mitigar tais efeitos na saúde das mães de pessoas com TEA, especialmente de crianças e adoles-centes, torna-se essencial para a elaboração de estraté-gias de saúde pública direcionadas a esse subgrupo.

Mães de filhos com transtorno do espectro autista (TEA) podem apresentar diversos problemas relacionados aos hábitos de saúde. No entanto, a atividade física (AF) e o comportamento sedentário (CS) ainda são pouco investigados nesse grupo.

Objetivo: Analisar a proporção de mães de crianças e adolescentes com TEA que aderem às recomendações de AF e CS, bem como os fatores associados a essa aderência.

Métodos:

  • Trata-se de um estudo transversal
    • com 665 mães de crianças e adolescentes com TEA.
  • Os níveis de AF e CS foram avaliados por meio do International Physical Activity Questionnaire (versão curta).
    • A AF foi classificada em “atende” ou “não atende” às recomendações (150 min/sem),
    • enquanto o CS foi categorizado em quartis.
  • Utilizou-se regressão logística binária para identificar fatores associados à AF e ao CS.

Resultados:

  • Cerca de 80% das mães não atenderam às recomendações de AF.

  • Maior idade (OR: 1,040; IC 95%: 1,006 – 1,075) e ter filhos crianças (OR: 2,406; IC 95%: 1,404 – 4,124) aumentaram a chance de não adesão à AF.
  • Mães cujos filhos realizavam terapia (OR: 1,518; IC 95%: 1,015 – 2,272), que trabalhavam (OR: 2,631; IC 95%: 1,770 – 3,911) e mais jovens (OR: 0,972; IC 95%: 0,946 – 0,998) apresentaram maior probabilidade de CS elevado.

A Tabela 4 demonstra que há uma menor chance de aderência às recomendações de AF para as mães mais velhas e com filhos mais novos (p < 0,05), enquanto que para o CS, as mães mais jovens, aquelas cujos filhos estão em terapia e as mães que trabalham apresentaram maior chance de estarem no último quartil de CS nos dias de semana, enquanto não foram identificados fatores asso-ciados ao CS no final de semana (p > 0,05 para todos)

Conclusão:

A maioria das mães não atendeu às recomendações de AF, especialmente aquelas mais velhas e com filhos crianças.

Por outro lado, mães mais jovens, com filhos em terapia e que trabalhavam apresentaram maiores níveis de CS.


Citação: Silva, C. E. L. e, Santos, A. G. dos, Dias, J. V., Andrade-Lima, A., Barros, M. V. G. de, Germano-Soares, A. H., & Farah, B. Q. (2026). Atividade física e comportamento sedentário de mães de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista: estudo transversal. Revista Brasileira De Atividade Física & Saúde31, 1–10. .

Baixe e leia a publicação completa e original, nesse LINK

 

Timóteo Araújo

Profissional de Educação Física, com experiência de 25 anos na área da Atividade Física, Vida Ativa e Longevidade. Atuando no Centro de Convivência AMI - Bem Estar.

Atividade Física e Longevidade

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