Influência do Índice de Massa Corporal na Capacidade Funcional em Mulheres Adultas Fisicamente Ativas que Vivem na Comunidade
- Este estudo teve como objetivo examinar a associação entre o índice de massa corporal (IMC) e a função física em mulheres adultas fisicamente ativas.
Métodos
Foi realizada uma análise transversal com 515 mulheres de 46 a 90 anos participantes de um programa gratuito de atividade física comunitária no Brasil. A capacidade funcional foi avaliada por meio da força de preensão manual, flexibilidade do tronco, força muscular dos membros inferiores (FMM) e velocidade de marcha. As participantes foram classificadas pelo IMC em baixo peso (< 22 kg/m² ) , eutróficas (22–27 kg/m² ) , com sobrepeso (27–30 kg/m² ) e obesas (≥ 30 kg/m² ) .
Análises de variância (ANOVA) de uma via com testes post hoc de Bonferroni e regressão múltipla hierárquica foram utilizadas para avaliar diferenças e associações.
Resultados
- Os participantes com sobrepeso e obesos representaram as maiores proporções (27,2% e 25,6%, respectivamente).
- A velocidade de marcha foi menor nos participantes obesos (1,0 m/s) do que no grupo eutrófico (1,1 m/s), mas essa diferença não foi estatisticamente significativa ( p > 0,05).
- A flexibilidade do tronco foi significativamente menor no grupo obeso (21,3 cm vs. 26,3 cm, p < 0,05).
- O LLMS (Índice de Massa Muscular de Baixo Risco) apresentou associação significativa com o desempenho da marcha em todas as categorias de IMC.
A Figura 1 fornece uma representação visual dessas relações, mostrando que a velocidade e o desempenho da marcha estão significativamente correlacionados com a força de preensão, a flexibilidade, o LLMS (Índice de Massa dos Lesões de Longo Prazo) e o equilíbrio; a velocidade da marcha está associada a maior força de preensão e LLMS, bem como a melhor flexibilidade e equilíbrio.

FIGURA 1 (a)

Conclusão
- Concluímos que o IMC está significativamente associado a indicadores-chave da capacidade funcional, nomeadamente, velocidade de marcha, força de preensão manual e flexibilidade em mulheres adultas fisicamente ativas. Aquelas com IMC ≥ 30 kg/m² apresentaram desempenho inferior nesses domínios, o que pode afetar sua mobilidade e autonomia.
- Dentre esses indicadores, o LLMS (Índice de Massa Muscular de Baixo Risco) mostrou a correlação mais forte com a velocidade de marcha, enfatizando seu papel crucial na manutenção da funcionalidade física nessa população.
- Citação: Souza-Lima, Josivaldo de, Valdivia-Moral, Pedro, Ferrari, Gerson, Araujo, Timoteo Leandro, Mahecha-Matsudo, Sandra, Influence of Body Mass Index on Functional Capacity in Physically Active Community-Dwelling Adult Women, Journal of Aging Research, 2026, 1948349, 10 pages, 2026.
- Leia a versão original e completa do artigo nesse LINK.
Timóteo Araújo
Profissional de Educação Física, com experiência de 25 anos na área da Atividade Física, Vida Ativa e Longevidade. Atuando no Centro de Convivência AMI - Bem Estar.
