Massa corporal magra está associada a um fenótipo cardiovascular hipertensivo em homens, mas não em mulheres.

O corpo humano pode ter um limiar absoluto para a quantidade de MM que desencadeia efeitos hemodinâmicos centrais deletérios, afetando predominantemente os homens, devido à sua massa muscular intrinsecamente maior, em parte atribuída à sua produção de andrógenos marcadamente superior.

A massa magra (MM) está associada de forma independente à função e à estrutura do sistema cardiovascular (CV) em mulheres e em homens geneticamente predispostos com baixa MM. No entanto, a relação entre MM e o sistema CV permanece incerta na população em geral, que apresenta um amplo espectro de MM.

O presente estudo avaliou a relação da massa magra com a hemodinâmica periférica e central, a massa do ventrículo esquerdo ( massa do VE ) e a estrutura em uma amostra representativa da população geral de mulheres e homens adultos não obesos, abrangendo um amplo espectro de massa magra.

Métodos

Um total de 325 mulheres saudáveis ​​( n  = 162) e homens ( n  ​​= 163) ao longo da vida adulta (18–78 anos), pareados por idade (idade = 43 ± 18 vs. 44 ± 18 anos) e nível de atividade física, foram incluídos no estudo. A composição corporal, incluindo massa magra, massa gorda e massa óssea, foi avaliada no total e por região corporal (pernas, braços e tronco) por absorciometria de raios X de dupla energia (DXA). A massa e a estrutura do ventrículo esquerdo (VE), bem como a hemodinâmica periférica e central, foram determinadas por ecocardiografia e monitorização contínua da pressão arterial.

Resultados

As mulheres apresentaram menor massa magra total ( p  < 0,001) e maior percentual de gordura corporal ( p  < 0,001) do que os homens.

A massa magra total não apresentou associação com a pressão arterial sistólica (PAS) em mulheres ( p  = 0,256), mas apresentou associação positiva com a PAS em homens ( r  = 0,31, p  < 0,001).

A Figura  mostra a associação da massa magra total (MMT) com a hemodinâmica periférica/central e a estrutura do ventrículo esquerdo (VE) de acordo com o sexo.

A massa magra total não apresentou associação com a hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo (HCVE) em mulheres ( p  = 0,448), mas apresentou associação positiva com a HCVE em homens ( r  = 0,24, p  = 0,003). Associações semelhantes, específicas para cada sexo, foram observadas para a massa magra regional, com exceção da massa magra do braço, que apresentou associação com todas as variáveis ​​do estudo em mulheres. O ajuste por percentual de gordura corporal não modificou os resultados.

Conclusões

A massa magra total está associada de forma independente a um fenótipo cardiovascular hipertensivo em homens, enquanto a massa magra regional, especificamente nos braços, está ligada ao mesmo fenótipo prejudicial em mulheres.


  • Citação: D. GunawardanaM. Guo, and D. Montero, “ Lean Body Mass Associates With a Hypertensive Cardiovascular Phenotype in Men but Not in Women,” Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle 16, no. 6 (2025): e70125
  • Leia a versão original e completa do artigo nesse LINK.

Timóteo Araújo

Profissional de Educação Física, com experiência de 25 anos na área da Atividade Física, Vida Ativa e Longevidade. Atuando no Centro de Convivência AMI - Bem Estar.

Atividade Física e Longevidade

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