Mortalidade prematura atribuível ao consumo de alimentos ultraprocessados ​​em 8 países

Os resultados indicam que, para cada aumento de 10% na contribuição dos alimentos ultraprocessado (AUP) para a ingestão energética total, há um aumento correspondente de 2,7% no risco de mortalidade por todas as causas

Os alimentos ultraprocessados ​​estão se tornando dominantes no abastecimento alimentar global. Estudos de coorte prospectivos têm consistentemente encontrado uma associação entre o alto consumo de alimentos ultraprocessados ​​e o aumento do risco de diversas doenças não transmissíveis e mortalidade por todas as causas. O presente estudo teve como objetivo (1) estimar o risco de mortalidade por todas as causas associado ao consumo de alimentos ultraprocessados ​​e (2) estimar a carga epidemiológica atribuível ao consumo desses alimentos em 8 países selecionados.

Métodos

Primeiramente, foi realizada uma metanálise de dose-resposta de estudos observacionais de coorte para avaliar a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados ​​e a mortalidade por todas as causas, estimando-se o risco relativo (RR) agrupado para mortalidade por todas as causas a cada incremento de 10% na porcentagem de alimentos ultraprocessados. Em seguida, as frações atribuíveis à população para mortalidade prematura por todas as causas atribuíveis ao consumo de alimentos ultraprocessados ​​foram estimadas em 8 países selecionados com consumo relativamente baixo (Colômbia e Brasil), intermediário (Chile e México) e alto (Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos) de alimentos ultraprocessados. A análise foi conduzida entre novembro de 2023 e julho de 2024.

Resultados

  • A meta-análise demonstrou uma associação linear dose-resposta entre o consumo de alimentos ultraprocessados ​​e a mortalidade por todas as causas (RR para cada aumento de 10% na porcentagem de alimentos ultraprocessados ​​= 1,03; IC 95% = 1,02, 1,04).
  • Considerando a magnitude da associação entre a ingestão de alimentos ultraprocessados ​​e a mortalidade por todas as causas, bem como a participação desses alimentos na dieta (porcentagem) em cada um dos 8 países selecionados, as estimativas variaram de 4% (Colômbia) a 14% (Reino Unido e EUA) das mortes prematuras atribuíveis à ingestão de alimentos ultraprocessados.

Conclusões

Os resultados corroboram a ideia de que o consumo de alimentos ultraprocessados ​​contribui significativamente para a carga global de doenças em muitos países, e sua redução deve ser incluída nas recomendações das diretrizes alimentares nacionais e abordada nas políticas públicas.

Citação: Nilson E, Delpino F, Batis C et al. Premature Mortality Attributable to Ultraprocessed Food Consumption in 8 Countries, American Journal of Preventive Medicine, 2025; 68, 1091-1099

Leia o artigo na versão original nesse LINK.

Timóteo Araújo

Profissional de Educação Física, com experiência de 25 anos na área da Atividade Física, Vida Ativa e Longevidade. Atuando no Centro de Convivência AMI - Bem Estar.

Atividade Física e Longevidade

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