Parâmetros de caminhada de idosos em terrenos acidentados e planos ao ar livre.

Caminhar em terrenos acidentados é mais exigente fisicamente do que em terrenos planos e impõe demandas mecânicas únicas ao sistema neuromuscular. Durante a descida, há um risco maior de queda, pois o aumento da aceleração pode perturbar o olhar e a postura.

Para entender como os idosos adaptam sua marcha a diferentes ambientes, é importante estudar a caminhada ao ar livre, inclusive em terrenos acidentados. Este estudo transversal teve como objetivo validar unidades de medida inercial (IMUs) para detectar parâmetros da marcha de idosos em terrenos com subidas e descidas e comparar esses parâmetros entre terrenos planos e acidentados. 

Métodos : 

  • Este estudo faz parte de um projeto de pesquisa transversal experimental mais amplo intitulado “Características da marcha em diferentes ambientes que contribuem para a participação em atividades ao ar livre na terceira idade” (GaitAge)
  • Uma amostra de idosos (N  = 35; idade  = x: 76 anos,DP  = 5; 71% mulheres) caminhou em um percurso plano, com subida e com descida, ao ar livre, em velocidades autoselecionadas. Três IMUs foram utilizadas para estimar os parâmetros da marcha (duração do passo, da passada, da fase de balanço e da fase de apoio; cadência; comprimento do passo; e velocidade da marcha).
  • As IMUs foram validadas com dados de câmera de vídeo de alta velocidade de seis participantes.
  • Após a validação, as diferenças nos parâmetros da marcha entre os três terrenos foram avaliadas por meio de análise de variância de medidas repetidas e a variabilidade dos parâmetros (DP /média × 100%) foi avaliada pelo teste de Friedman. 

Resultados : 

  • As IMUs demonstraram validade de boa a excelente para os parâmetros temporais, mas não espaciais, da marcha em ambientes externos com declives.
  • Os idosos apresentaram maior duração dos passos, da passada e da fase de balanço, e menor cadência em terrenos planos e em subidas em comparação com descidas.
  • Em terrenos planos, a cadência foi maior e a duração dos passos, da passada e da fase de apoio foi menor do que em subidas.
  • A variabilidade dos parâmetros temporais foi maior em subidas. 

Figura 1 . Gráficos de nuvem de chuva dos parâmetros médios de caminhada (duração do passo e da passada, cadência e balanço, e duração da fase de apoio) de idosos caminhando ao ar livre em terrenos planos, em subida e em descida.

Conclusão: 

  • As IMUs demonstraram potencial para medir os parâmetros da marcha de idosos em terrenos com declives.
  • Os resultados sugerem que os parâmetros da marcha de idosos em ambientes externos diferem entre terrenos planos e com declives. 

Significado/Implicações: Esses resultados podem orientar o planejamento de intervenções de marcha em ambientes externos para idosos, considerando a usabilidade das IMUs e as alterações nos parâmetros da marcha em função do ambiente.


  • Citação: Matikainen-Tervola, E., Cronin, N., Aartolahti, E., Sansgiri, S., Mattila, O., Finni, T., & Rantakokko, M. (2025). Walking Parameters of Older Adults on Hilly and Level Terrain Outdoors. Journal of Aging and Physical Activity33(6), 574-582. Retrieved Jan 20, 2026, from
  • Leia a versão original e completa do artigo nesse LINK

Timóteo Araújo

Profissional de Educação Física, com experiência de 25 anos na área da Atividade Física, Vida Ativa e Longevidade. Atuando no Centro de Convivência AMI - Bem Estar.

Atividade Física e Longevidade

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