Em 30 segundos tensos e espetaculares, em 1970, o Brasil trocou passes entre oito jogadores antes de um chute estrondoso do lateral-direito Carlos Alberto.
O quarto gol da equipe contra a Itália na final da Copa do Mundo é frequentemente considerado um dos maiores momentos da história do torneio.
Mas, avançando cinco décadas, uma jogada semelhante de sete passes realizada pela Argentina contra a França na final de 2022 – finalizada pelo ponta Ángel Di María – levou apenas 12 segundos.
Essa meta de 1970 “não teria sido alcançada nos dias de hoje”, afirma o Dr. Orlando Laitano, professor da Universidade da Flórida e especialista em fisiologia do exercício.
Se aquela seleção brasileira pudesse viajar no tempo, sua jornada provavelmente seria frustrada pelos adversários modernos. E, segundo o Dr. Laitano, “a maior diferença não seria o talento, mas sim a fisiologia”.
Os pesquisadores também concluíram que os jogadores da primeira divisão “estão ficando mais angulares e ectomórficos”.

Isso significa que elas tendem cada vez mais a ter corpos altos, magros, de estrutura leve e membros longos – o que é indicado pelo aumento das pontuações em uma medida chamada Índice Ponderal Recíproco (IPR), que mede a altura em relação ao peso de uma forma que enfatiza a magreza.

Sou cientista e professor na Universidade da Flórida, onde estudo como os músculos respondem a situações extremas, como o calor e infecções severas.
Aqui, você vai descobrir ciência de um jeito simples, direto e interessante.
Venha comigo nessa jornada de descobertas sobre o corpo humano!